26 Agosto, 2010

I Encontro de Arborização Urbana de São Carlos e região

Lembra da ong Ramudá e sua campanha na tv? Já falei dela aqui antes. Pois agora eles estão organizando o I Encontro de Arborização Urbana de São Carlos e região. Vamos?


As inscrições são gratuitas, aqui.

Mais posts sobre arborização urbana? Aqui vai uma lista:

Arborização Urbana 2

24 Agosto, 2010

Passarinhando no Horto Florestal de Rio Claro



Semana passada estive no II Workshop de Biotecnologia de Células Animais, lá na Unesp de Rio Claro. Palestras e cursos a parte, consegui dar uma escapada na hora do almoço para passear no Horto (também conhecido por Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade). Eu já conhecia o lugar, mas nunca tinha ido assim, no meio da semana, quando fica deserto e.... repleto de aves!


Perto do estacionamento há uma lagoa tomada por macrófitas, escondendo barulhentas galinhas d`água (Gallinula chloropus), além de garças (Ardea alba), patos-do-mato (Caririna moschata) e irerês (Dendrocygna viduata). Possivelmente, até um carão (Aramus guarauna), mas esse só vi de relance, fiquei na dúvida.


Antes de ir embora ainda tive a oportunidade de observar um macho de freirinha (Arundinicola leucocephala), que nem de longe é raro, mas que eu nunca tinha visto. Coisa linda!

O Horto é conhecido por conter uma das maiores coleções de eucalipto fora da Austrália. Em 1914, Edmundo Navarro de Andrade trouxe 144 espécies para Rio Claro. Fiquei muito tentada a percorrer a trilha para conhecer a coleção, mas tenho que confessar que, como estava sozinha, fiquei com medo. Triste, né? A gente tem que se preocupar mais com gente mal intencionada (o lugar estava vazio vazio mesmo) do que com cobra, aranha, escorpião...


Outra atração é o Museu do Eucalipto, bacaninha, embora bem pequeno. Amei por causa da seção sobre formigas cortadeiras, as maiores inimigas dos eucaliptos.

Para saber mais sobre o horto: Visite Rio Claro

17 Agosto, 2010

Projeto Flora brasiliensis


Coisa linda essa prancha, não?

Trata-se de uma Vassoura Preta, ou Miconia ligustroides para os íntimos. Estudei essa planta durante meu mestrado, por isso tenho um carinho especial por ela. Mas o post não é pra falar desta espécie, e sim do Projeto Flora brasiliensis, que digitalizou grande parte da obra de mesmo nome. O primeiro volume foi publicado originalmente em 1840, organizado na Alemanha por Carl Friedrich Philipp von Martius, August Wilhelm Eichler e Ignatz Urban, apresentando mais de 10.000 páginas de litografias e informações sobre mais de 20.000 espécies de plantas brasilereiras e algumas exóticas.

Em 2006 essa obra começou a ser disponibilizada digitalmente na internet, graças a uma parceria da FAPESP, UNICAMP e do Jardim Botânico de Missouri (responsável pela digitalização da obra), além de vários patrocinadores e parceiros. Tudo está disponível no site http://florabrasiliensis.cria.org.br/ , aberto a todos os públicos.

Este ano, 2010, o projeto Flora brasiliensis foi agregado ao projeto Lista de Espécies da Flora do Brasil, coordenado pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro.  

05 Agosto, 2010

Bolívia e Peru: Impressões de uma bióloga sem binóculo!

Nunca fiquei tanto tempo sem atualizar o blog. Mas foi por um motivo justo, dessa vez tirei férias. Mas férias mesmo, 15 dias longe, sem celular e imersa em paisagens de perder o fôlego. Fui conhecer a região do lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo.

Só errei em não levar o binóculo. Foi uma decisão pensada, queria o menor peso possível na mochila, mas o fato é que me arrependi. Passei muito tempo viajando de ônibus, pendurada na janelinha admirando tudo. E não é que, apesar do inverno frio e do ar extremamente seco, haviam tantas aves me esperando lá?

A primeira grande surpresa foi durante uma visita às ruínas de Sillustani (foto acima), próximas à cidade de Puno, no Peru. Entediada com a explicação do guia (não suporto visitas guiadas - pena não ter outra opção viável por lá) fui me afastando do grupo. Até observar lá longe uma pombinha. Pensei que era uma pomba-amargosa, mas ao chegar perto me deparei com uma "Paloma cascabelita" (Metriopelia ceciliae - foto abaixo). Lembra muito nossa Fogo-Pagou, inclusive no barulhinho que faz ao voar, mas tem essa área laranja bem destacada ao redor dos olhos.


Em relação a quantidade, posso dizer que o que mais observei foram gansos andinos (Chloephaga melanoptera), que se agrupavam às dezenas nas margens do Titicaca e nas lagoas próximas. Também vi muitos Ibis de la Puna (Plegadis ridgwayi), uma espécie de versão pequena e preta da nossa Curicaca. Triste foi reparar que estes últimos eram muito comuns nos arredores poluídos de La Paz - Bolívia - junto com um grande número de gaivotas.

Nas áreas mais urbanas o que não faltaram foram tico-ticos. Sabiás-chiguanco (Turdus chiguanco - foto ao lado) faziam a festa em parques e praças mais arborizadas, e eventualmente aparecia uma "Paraulata Morera" (Turdus fuscater - outro sabiá) no meio da bagunça.

Perto de Arequipa, no Peru, fiz um trekking de 2 dias para atravessar o Cañón del Colca, que, segundo os peruanos, seria o canion mais profundo do mundo (diga adeus aos seus joelhos, seja qual for sua idade). Deu para ver o famoso Condor-dos-Andes (Vultur Gryphus) lá longe, no céu. Mas a maior parte da caminhada só revelou tico-ticos (sim, a mais de 4.000 metros!). A surpresa estava me esperando lá em baixo, um "Picogordo Amarillo" (Pheucticus chrysogaster - foto abaixo). Claro, ao lado de um tico-tico.


E nem só de observar aves vive esta bióloga. Flores, principalmente de cactos, foram mil. E aprendi uma curiosidade lá no canion: cochonilhas que vivem sobre folhas de um cacto e são utilizadas para extrair um pigmento vermelho-sangue para tingir tecidos (foto abaixo).

                        

Agora... e os mamíferos? Essa parte foi meio fraca mesmo. Ao atravessar de ônibus uma área protegida próxima a Arequipa, pude observar centenas de vicunhas em vida livre. Lhamas e alpacas só as de criação mesmo. Mas, no último dia, passeando pelo Vale da Lua, o guia apontou uma "viscacha" camuflada no meio das rochas (foto abaixo). Sim! Desta vez o guia serviu para alguma coisa, afinal eu não teria encontrado ela naquele labirinto de pedras...

                         

25 Junho, 2010

Porque quem manda é o consumidor



Que vergonha, quase um mês sem atualizar o blog! Para variar estou sem tempo, mas vou deixar aqui um release interessante que li hoje. Na íntegra:



Pesquisa do Insper revela que consumidor motiva empresas a promoverem ações sustentáveis

Um estudo realizado pelo Insper sobre setor varejista e sustentabilidade revela que as empresas vêm investindo em ações ambientais motivadas pelo consumidor. A pesquisa observou ainda que as grandes empresas estão alguns passos à frente no sentido de realização de ações sustentáveis se comparadas com empresas de médio e pequeno porte.

Elaborado pelos professores Silvio Laban, Priscila Claro e Danny Claro, o estudo analisou 101 supermercados no Estado de São Paulo com apoio da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Foram aplicados questionários em proprietários e executivos de estabelecimentos do setor varejista. Esse ramo foi escolhido por proporcionar um contato direito com o consumidor. Levou-se em consideração aspectos como atividades voltadas para comunidades locais, desenvolvimento e uso de sacolas ecológicas, relacionamento com fornecedores, comunicação das ações sustentáveis com os clientes, entre outros.

Para os pesquisadores, as questões do aquecimento global, desmatamento e recursos não-renováveis chamam a atenção da sociedade e da opinião pública. Por isso, as ações realizadas pelas empresas parecem ser reconhecidas pelos consumidores. Portanto, eles tendem incentivar os varejistas a promover ações ambientais e socialmente conscientes.

Os pesquisadores mencionam ainda que as pessoas costumam ter a ideia de que não são diretamente responsáveis pelas questões ambientais. Portanto, sentem necessidade de uma liderança que abrace a causa e mobilize parceiros no desafio de investir em sustentabilidade.

Outra observação da pesquisa é que as empresas que possuem departamentos de sustentabilidade estão mais avançadas na realização de ações mais concretas. Citando como exemplo aquelas que desenvolvem programas de reciclagem e que incentivam os clientes e funcionários a promoverem esse tipo de atitude.

Fonte: Ecorelease - 02/06/2010