14 Março, 2011

Despedida

Foram quase três anos de blog. Aprendi muito e conheci tanta gente bacana por conta desta experiência. Gostaria de agradecer a todos que por aqui passaram e deixaram seus comentários, suas críticas, suas contribuições. Valeu!
Hoje, mais envolvida com a ornitologia, resolvi me dedicar a outro blog. Quem quiser pode me encontrar lá no A Passarinhóloga.

Um grande abraço!


Natália

06 Dezembro, 2010

Agenda 2011 - Eventos Acadêmicos


Já estamos em Dezembro e mais um ano passou voando. Hora de começar a planejar 2011 e, porque não, de fazer aquelas famosas listinhas "No ano que vem eu vou ..." . Estou selecionando eventos acadêmicos bacanas que acontecerão em 2011 e quem sabe consigo aparecer em alguns. Sim, tem que ser meio nerd pra fazer uma wishlist de congressos, mas eu visto a camisa, fazer o quê! Mas que fique registrado que na minha lista também está completar uma meia maratona (21km)!

Ok, Natália. Deixa de enrolação. Ai vão alguns eventos que eu gostaria de ir em 2011:

Campus Party  
Quando: 17 - 23/janeiro
Onde: São Paulo - SP
(Infelizmente, já acabaram as inscrições. Não vou, de novo... snif!)

IV Curso Métodos Estatísticos em Biologia de Populações / IB-USP  
Quando: 07 - 12/fevereiro
Onde: São Paulo - SP
Site: http://www.ift.unesp.br/users/kraenkel/biomat.html
 
VI Encontro Brasileiro para o Estudo de Quirópteros
Quando: 12 - 15/abril
Onde: Maringá - PR
Site: http://www.sbeq.org/ebeq/6ebeq/index.html
 
Avistar Brasil
Quando: 13 - 15/maio
Onde: São Paulo - SP
Site: http://www.avistarbrasil.com.br/
 
Congresso Brasileiro de Ornitologia
Quando: 26 - 30/junho
Onde: Cuiabá - MT
 
X Congresso de Ecologia do Brasil
Quando: 18 - 25/setembro
Onde: São Lourenço - MG
Site: http://www.seb-ecologia.org.br/
 
IX Congresso de Ornitologia Neotropical
Quando: 8 - 14/novembro
Onde: Cusco - Peru
Site: http://www.ixconperu2011.org/


2nd World Conference on Biological Invasions and Ecosystem Functioning
Quando: 21 - 24/novembro
Onde: Mar del Plata - Argentina
Site: http://www.grieta.org.ar/biolief/

22 Outubro, 2010

Livro: ANTHILL - a novel

Ambientalismo, ecologia, formigas, escotismo, política, religião. Um  formigueiro humano como cenário de um romance.


Ainda estava fazendo minha monografia para o curso de biologia (sobre saúvas) quando ouvi falar de E. O. Wilson pela primeira vez. Acho que a maioria dos biólogos conhece seu famoso livro Sociobiologia, escrito em 1975. Mas eu me apaixonei mesmo foi pelo The ants, que ele escreveu junto com Bert Hölldobler em 1990.

Agora, após inúmeros livros de cunho científico e didático, Edward O. Wilson resolveu escrever seu primeiro romance. Aos 81 anos! Ainda sem tradução, encarei a versão original em inglês mesmo. Não sabia o que esperar. Para falar a verdade, apesar da enorme curiosidade, minhas expectativas eram um pouco baixas. Um naturalista metido a escritor de ficção? Será que funciona?

Funciona. E como. Aliás, não sei como. Não sei como ele conseguiu mesclar de forma tão interessante estilos literários tão diferentes. Partindo de um garotinho que faz as vezes de um Tom Sawyer comportado, que cresce e se torna um ambientalista, o livro ainda conta uma passagem sobre a vida em um formigueiro (sob a ótima das próprias formigas) e termina com uma verdadeira cena de filme de ação. Ou seja, cada vez que a história começa a ficar meio monótona e previsível, E. O. Wilson muda o tom da conversa.

Gostei. Não foi o melhor romance que já li - mesmo porque prefiro ficção científica "de verdade", com direito à naves espaciais, robôs e formas de vida alienígenas - mas com certeza ANTHILL me surpreendeu. Recomendo ao menos a leitura das "Crônicas de um formigueiro", ou seja lá como estes capítulos serão traduzidos. As crônicas podem ser lidas independente do resto do livro e abordam de forma cientificamente impecável o micro-universo dos formigueiros em constante e eterna competição. O trecho que transcrevo abaixo particularmente me emocionou.

(...) The sick and injured received no care. In fact, they avoided such attention, moving on their own to the outermost nest chambers. The disabled were among the colony´s most agressive fighters. Dying workers often left the nest completely, thereby avoiding the spread of infectious diseases.
Older workers that stayed healthy but were approaching the end of their natural life-span also migrated to the nest perimeter. From there they were prone to become foragers, leaving the nest to search for food, which exposed them to a much higher risk from enemies. When defending the nest, elders were among the most suicidally aggressive. They were obedient to a simple truth that separates our two species: where humans send their young men to war, ants send their old ladies. (p.189-190)

30 Setembro, 2010

Sobre o I Encontro de Arborização Urbana de São Carlos


Sábado passado a ong Ramudá organizou o I Encontro de Arborização Urbana de São Carlos. Logo de cara fomos todos surpreendidos pelo casal de palhaços que se apresentou no pátio do Centro de Juventude Elaine Viviane (aliás, espaço que eu não conhecia, bem bacana). Ao explicar a importância da água para as plantas e o funcionamento do floema e do xilema, a dupla arrancou risadas de crianças e adultos.

Pela primeira vez fui a um evento em São Carlos e não conhecia ninguém. Mas isso não foi problema. Super bem recebida, me deparei com um público mais que diverso: jovens universitários, políticos, profissionais da área, gente da comunidade, professores... Para mim esse foi o ponto alto do evento, pois enriqueceu muito as discussões.

Árvore frutífera pode? As espécies nativas são sempre a melhor escolha? Grande ou médio porte? Perguntas que permearam o encontro e com certeza serão ponto central de muitos outros, já que respostas definitivas não existem e muitos estudos e experiências ainda são necessários.

 Ah! E não posso esquecer de falar do crachá: papel semente! Agora estou curiosa para saber o que vai nascer quando plantar o meu!

24 Agosto, 2010

Passarinhando no Horto Florestal de Rio Claro



Semana passada estive no II Workshop de Biotecnologia de Células Animais, lá na Unesp de Rio Claro. Palestras e cursos a parte, consegui dar uma escapada na hora do almoço para passear no Horto (também conhecido por Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade). Eu já conhecia o lugar, mas nunca tinha ido assim, no meio da semana, quando fica deserto e.... repleto de aves!


Perto do estacionamento há uma lagoa tomada por macrófitas, escondendo barulhentas galinhas d`água (Gallinula chloropus), além de garças (Ardea alba), patos-do-mato (Caririna moschata) e irerês (Dendrocygna viduata). Possivelmente, até um carão (Aramus guarauna), mas esse só vi de relance, fiquei na dúvida.


Antes de ir embora ainda tive a oportunidade de observar um macho de freirinha (Arundinicola leucocephala), que nem de longe é raro, mas que eu nunca tinha visto. Coisa linda!

O Horto é conhecido por conter uma das maiores coleções de eucalipto fora da Austrália. Em 1914, Edmundo Navarro de Andrade trouxe 144 espécies para Rio Claro. Fiquei muito tentada a percorrer a trilha para conhecer a coleção, mas tenho que confessar que, como estava sozinha, fiquei com medo. Triste, né? A gente tem que se preocupar mais com gente mal intencionada (o lugar estava vazio vazio mesmo) do que com cobra, aranha, escorpião...


Outra atração é o Museu do Eucalipto, bacaninha, embora bem pequeno. Amei por causa da seção sobre formigas cortadeiras, as maiores inimigas dos eucaliptos.

Para saber mais sobre o horto: Visite Rio Claro